domingo, 13 de abril de 2008

De Moacir Gadotti

TRECHOS DO LIVRO:
”BONITEZA DE UM SONHO: Ensinar-e-aprender com sentido”

Paulo Freire nos fala em sua Pedagogia da autonomia da “boniteza de ser gente”: “ensinar e aprender não podem dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”. Paulo Freire chama a atenção para a essencialidade do componente estético da formação do educador.
A beleza existe em todo lugar. Depende do nosso olhar, da nossa sensibilidade; depende da nossa consciência, do nosso trabalho e do nosso cuidado. A beleza existe porque o ser humano é capaz de sonhar.
Aprender e ensinar com sentido é aprender e ensinar com um sonho na mente. A pedagogia serve de guia para realizar esse sonho.
Em sua essência, ser professor hoje, não é nem mais difícil nem mais fácil do que era há algumas décadas atrás. É diferente. Diante da velocidade com que a informação se desloca, envelhece e morre, diante de um mundo em constante mudança, seu papel vem mudando, senão na essencial tarefa de educar, pelo menos na tarefa de ensinar, de conduzir a aprendizagem e na sua própria formação que se tornou permanentemente necessária.
A esperança ainda alimenta essa difícil profissão. Há uma ânsia por entender melhor porque está tão difícil educar hoje, fazer aprender, ensinar, ânsia para saber o que fazer quando todas as receitas governamentais já não conseguem responder. A maioria dessas professoras - elas são a quase totalidade - com a diminuição drástica dos salários, com a desvalorização da profissão e a progressiva deterioração das escolas – muitas delas têm hoje cara de presídio - procuram cada vez mais cursos e conferências, para buscar uma resposta que não encontraram nem na sua formação inicial e nem na sua prática atual.
Poucas são as vezes em que encontram resposta nesses cursos. Na sua maioria, ou encontram receitas tecnocráticas que causam ainda maior frustração, ou encontram profissionais da “pedagogia da ajuda” que encantam com suas belas e sedutoras palavras, fazem rir enormes platéias numa catarse coletiva. E voltam vazios como entraram depois de assistirem ao show desses falsos pregadores da palavra. Voltam com a mesma pergunta: “O que estou fazendo aqui?” – “Por que não procuro outro trabalho?” – “Para que sofrer tanto?” – “Por quê? Para que ser professor?”.
O aluno precisa construir e reconstruir conhecimento a partir do que faz. Para isso o professor também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos. Ele deixará de ser um “lecionador” para ser um organizador do conhecimento e da aprendizagem.
- Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros “amantes da sabedoria”, os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber - não o dado, a informação, o puro conhecimento - porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindíveis.
E uma nova cultura profissional implica uma redefinição dos sistemas de ensino e das instituições escolares. Mas essa redefinição não virá de cima, do próprio sistema. Ele é, por essência, conservador. A mudança do sistema deve partir do professor e de uma nova concepção do seu papel. Daí a importância estratégica de discutir hoje o novo papel do professor. Daí a importância de uma redefinição da profissão docente, de uma nova concepção do papel do professor.
Como diz Paulo Freire “na formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática”. E essa reflexão crítica não se limita ao seu cotidiano na sala de aula pois, como diz Francisco Imbernón a sua reflexão “atravessa as paredes da instituição para analisar todo tipo de interesses subjacentes à educação, à realidade social, com o objetivo concreto de obter a emancipação das pessoas”.
Nesse sentido, deve-se realçar a importância da troca de experiências entre pares, através de relatos de experiências, oficinas, grupos de trabalho: “Quando os professores aprendem juntos, cada um pode aprender com o outro. Isso os leva a compartilhar evidências, informação e a buscar soluções. A partir daqui os problemas importantes das escolas começam a ser enfrentados com a colaboração entre todos”.
Muita dor poderia ser evitada se o professor, a professora, aprendessem a organizar melhor o seu trabalho e o de seus alunos e alunas, se aprendessem a sistematizar e avaliar mais dialogicamente, se tivessem aprendido a aprender de forma cooperativa: o individualismo da profissão mata de ansiedade e angústia, leva ao sofrimento e até ao martírio do professor compromissado e à desistência daquele que perdeu a esperança.
Para evitar o martírio e a desistência é que os sistemas escolares e as escolas necessitam de uma ajuda externa, de uma assessoria pedagógica. Não para fazer o trabalho delas. Minha experiência me mostrou que a assessoria deve apenas ajudar a escola a inovar. Nós não devemos “implantar” inovações de fora, por melhores e mais bem intencionados que sejam os “amigos da escola”. A escola é que deve ser protagonista e não os assessores. Toda inovação que vem de fora está fadada ao fracasso. Vejam-se os numerosos exemplos de “implantação” de inovações feitas pelos sistemas de ensino, mera determinação exterior, artificial e separada dos contextos pessoais e institucionais em que trabalham os profissionais da educação nas escolas.
O mundo hoje é favorável às mudanças sonhadas por educadores como Antonio Gramsci, que entendia o educador como um intelectual organizador da cultura, Paulo Freire, que defendia o diálogo crítico como essência da educação e Florestan Fernandes, que sustentava que a emancipação só poderia vir a partir da organização “dos debaixo”. A nova pedagogia para a educação da humanidade não é apenas uma pedagogia da resistência, mas, sobretudo, uma pedagogia da esperança e da possibilidade.
Para o educador não basta ser reflexivo. É preciso que ele dê sentido à reflexão. A reflexão é meio, é instrumento para a melhoria do que é específico de sua profissão que é construir sentido, impregnar de sentido cada ato da vida cotidiana, como a própria palavra latina “insignare” (marcar com um sinal), significa.
A reflexão deve, portanto, ser crítica. O professor não pode ser reduzido a isto ou àquilo. Seu saber profissional, de experiência feito, de reflexão, de pesquisa, de intervenção, deve ser visto numa certa totalidade e não reduzido a certas competências técnico-profissionais. Educar é também arte, ciência, práxis. Realçar o caráter reflexivo do que fazer educativo do professor, pode ser relevante, na medida em que se contrapõe à corrente do pensamento pedagógico pragmatista e instrumental, mas pode ser limitativo, se esse caráter não for compreendido numa certa totalidade de saberes necessários à prática educativa.
O professor precisa saber organizar o seu trabalho e orientar o do aluno a organizar o seu, saber trabalhar em equipe, participar da gestão da escola, envolver os pais, utilizar novas tecnologias, ser ético, continuar sua formação... mas esses saberes não foram desde sempre os saberes necessários à prática educativa?
Paulo Freire preferia falar de “saberes” e não de competências, uma palavra associada à tradição utilitarista, tecnocrática, ao mundo da empresa, à economia, à competitividade (ao mundo do trabalho neoliberal), à eficiência, à racionalização, à avaliação... Por isso ele fala de “saberes necessários à prática educativa”

O aluno que não perceber essa relação não verá sentido naquilo que está aprendendo e não aprenderá, resistirá à aprendizagem, será indiferente ao que o professor estiver ensinando. Ele só aprende quando quer aprender e só quer aprender quando vê na aprendizagem algum sentido. Ele não aprende porque é “burrinho”. Ao contrário, às vezes, a maior prova de inteligência encontra-se na recusa em aprender.
Só aprendemos quando colocamos emoção no que aprendemos. Por isso é necessário ensinar com alegria. Nossas escolas continuam preocupadas em ensinar e não param para pensar o que é ensinar, como se aprende, porque se aprende. “Dar aulas” tem-se constituído na única preocupação da escola. Tudo se resume na “aula”. Precisamos parar para pensar a escola, pensar no que estamos fazendo. Pedro Demo acha inacreditável que a escola prossiga meramente “dando aulas”, em vez de estar cuidando da “aprendizagem de todos os estudantes”.
Diante das dificuldades da prática docente, do desencanto dos nossos alunos, muitos e muitas professoras são vítimas da “síndrome da desistência”. Ela é expressa na exaustão emocional provocada pelo aumento da quantidade de trabalhos e pela despersonalização provocada pela sua baixa valorização social e reduzida realização pessoal.
São essas dificuldades que nos levam à pergunta de sempre: por que ser professor hoje? Qual é sentido de ser professor hoje? Para que estou ensinando? Como deve ser o novo professor?
Eis, em resumo, as respostas que tenho dado com mais freqüência em minhas falas, considerando o contexto da globalização e da “nova globalização” emergente, que venho chamando de “planetarização” e a sociedade da informação que prefiro chamar de sociedade aprendente.
1. O novo professor é um profissional do sentido. Diante dos novos espaços de formação (diversas mídias, ONGs, Internet, espaços públicos e privados, associações, empresas, sindicatos, partidos, parlamento...), o novo professor integra esses espaços e deixa de ser lecionador para ser um “gestor” do conhecimento social (popular), o profissional que seleciona a informação e dá/constrói sentido para o conhecimento, um mediador do conhecimento. “Gestor” aqui significa construtor, organizador, mediador, coordenador. Não se confunde com “gerente” de uma empresa.
O novo profissional da educação precisa perguntar-se: por que aprender, para quê, contra quê, contra quem. O processo de aprendizagem não é neutro. O importante é aprender a pensar, a pensar a realidade e não pensar pensamentos já pensados. Mas a função do educador não acaba aí: é preciso pronunciar-se sobre essa realidade que deve ser não apenas pensada, mas transformada.
Muitas vezes não vemos sentido no que estamos ensinando. E nossos alunos também não vêem sentido no que estão aprendendo. Numa época de incertezas, de perplexidades, de transição, esse profissional deve construir sentido com seus alunos. O processo ensino/aprendizagem deve ter sentido para o projeto de vida de ambos para que seja um processo verdadeiramente educativo. O grande mal-estar de muitos de nossos professores e de nossas escolas está no “viver sem sentido” do que estão fazendo. O ato educativo está essencialmente ligado ao viver com sentido, à impregnação de sentido para nossas vidas.
2. O novo professor é um profissional que aprende em rede (ciberespaço da formação), sem hierarquias, cooperativamente (saber organizar o seu próprio trabalho). É um aprendiz permanente, um organizador do trabalho do aluno; consciente, mas também sensível. Ele desperta o desejo de aprender para que o aluno seja autônomo e se torne sujeito da sua própria formação.
Por isso, o novo professor precisa desenvolver habilidades de colaboração (trabalho em grupo, interdisciplinaridade), de comunicação (saber falar, seduzir, escrever bem, ler muito), de pesquisa (explorar novas hipóteses, duvidar, criticar) e de pensamento (saber tomar decisões).
O enfoque da formação do novo professor deve ser na autonomia e na participação, nas formas colaborativas de aprendizagem. Diz Paulo Freire: “O bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma ‘cantiga de ninar’. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”.
3. Ensinar é mobilizar o desejo de aprender. Mais importante do que saber é nunca perder a capacidade de aprender. “Saber é saborear”, diz Rubem Alves. O novo profissional da educação deve romper o divórcio entre a vida escolar e o prazer.
Para ensinar são necessárias principalmente duas coisas:
a) gostar de aprender, ter prazer em ensinar, como um jardineiro que cuida com emoção do seu jardim, de sua roça;
b) amar o aprendente (criança, adolescente, adulto, idoso). Só aprendemos quando aquilo que aprendemos é “significativo” (Piaget) para nós e nos envolvemos profundamente no que aprendemos.
O que aprendemos deve fazer parte do nosso projeto de vida. É preciso gostar de ser professor (auto-estima) para ensinar.
4. A ética é parte integrante da competência do professor, do saber ser professor. Isso significa que um professor que não tem um sonho, uma utopia, não é comprometido... não é competente, não é ético. Não se pode educar sem um sonho. Ensinar por ensinar, mecanizar, desumanizar o processo educativo é não ser ético. Aprende-se ao longo de toda a vida, desde que tenhamos um projeto de vida. Ética do “cuidado”, da “amorosidade” (Freire).
A razão competente deve ser uma razão “molhada de emoção” (Freire). O papel das emoções no processo de aprendizagem é decisivo: razão e emoção não são instâncias separadas no ser que aprende (Wallon). A emoção é parte do ato de conhecer.
Em alemão educar significa cuidar, acolher. Uma sociedade alucinada e ruidosa como a nossa não pode educar porque não pode cuidar, não pode acolher. Nela não há mais tempo para o “modo de ser cuidado”, para o encontro, mas apenas para o “modo de ser trabalho” ou exploração, nas expressões utilizadas por Leonardo Boff.
5. O novo professor é também um profissional do encantamento. Num mundo de desencanto e de agressividade crescentes, o novo professor tem um papel biófilo. É um promotor da vida, do bem viver, educa para a paz e a sustentabilidade. Não podemos abrir mão de uma antiga lição: a educação é ao mesmo tempo ciência e arte. A arte é a “técnica da emoção” (Vygotski). O novo profissional da educação é também um profissional que domina a arte de reencantar, de despertar nas pessoas a capacidade de engajar-se e mudar.
“A boniteza de ser professor está no fato de ser uma atividade desafiadora, cheia de cores, tempos e espaços diferentes. A vida do professor poderia ser dinâmica e bela se pudéssemos enchê-la de jardins, de sons, de imagens, de sentimentos... se pudéssemos resgatar a beleza que temos em nós, seres humanos. Resgatar na sala de aula e na escola, a nossa humanidade”. (Paulo Roberto Padilha)
Como a aprendizagem é um processo ativo, não vai se dar, portanto, se não houver articulação da proposta de trabalho com a existência do aluno; mas também do professor, pois se não estiver acreditando, se não estiver vendo sentido naquilo, como poderá provocar no aluno o desejo de conhecer?”
Celso Vasconcellos insiste, em seu livro que o papel do professor é “educar através do ensino”. Ele pode apenas ensinar tabuada, mas só educa através do ensino quando construir o sentido da tabuada junto com seu aprendiz, por que, como diz ele, ensinar vem do latim insignare, que significa “marcar com um sinal”, atuar na construção do significado do que fazemos. Tudo o que fazemos precisamos fazer com sentido, tudo o que estudamos tem que ter sentido.

“Gostaria de ser lembrado como alguém que amou a vida”, disse Paulo Freire duas semanas antes de falecer. A educação só tem sentido como vida. Ela é vida. A escola perdeu seu sentido de humanização quando ela virou mercadoria, quando deixar de ser o lugar onde a gente aprende a ser gente, para tornar-se o lugar onde as crianças e os jovens vão para aprender a competir no mercado.
O ser humano é “incompleto e inacabado” como diz Paulo Freire, em formação permanente.
Por isso, hoje, o professor precisa mostrar que o neoliberalismo, com sua política de mercantilização da educação, tornou a sua profissão descartável. É preciso mostrar também que uma educação de qualidade para todos é inviável e contrária ao projeto político neoliberal capitalista. É preciso fazer a análise crítica, social, econômica. Mas tudo isso não basta. É preciso que a rigorosa análise da situação não fique nela, mas aponte caminhos e nos indique como caminhar. Caso contrário, as análises sociológicas e políticas, por mais rigorosas e corretas que sejam, ajudam apenas para manter o imobilismo e a falta de perspectivas para o educador. Há que superar tanto o imobilismo quanto a prática do imediatismo tarefeiro e descomprometido com um projeto amplo de socidade.
O poder do professor está tanto na sua capacidade de refletir criticamente sobre a realidade para transformá-la quanto na possibilidade de formar um grupo de companheiros e companheiras para lutar por uma causa comum. Paulo Freire insistia que a escola transformadora era a “escola de companheirismo”, por isso sua pedagogia é uma pedagogia do diálogo, das trocas, do encontro, das redes solidárias. “Companheiro” vem do latim e significa “aquele que partilha o pão”. Trata-se portanto de uma postura radical ao mesmo tempo crítica e solidária.
Às vezes somos apenas críticos e perdemos o afeto dos outros por falta de companheirismo. Não haverá superação das condições atuais do magistério sem um profundo sentimento de companheirismo. Lutando sozinhos chegaremos apenas à frustração, ao desânimo, à lamúria. Daí o sentido profundamente ético dessa profissão. No fundo, para enfrentar a barbárie neoliberal na educação vale ainda a tese de Marx de que “o próprio educador deve ser educado”, educado para a construção histórica de um sentido novo de seu papel.

Ensinar, nesse contexto, é reencantar, despertar a capacidade de sonhar, despertar a crença de que é possível mudar o mundo. Essa profissão, por isso, é insubstituível. Não podemos imaginar um futuro sem ela. Não podemos imaginar um futuro sem professores. Nisso acredito nas palavras de Rubem Alves: “Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim não morre jamais”.
A esta altura muitos leitores e leitoras estarão se perguntando se eu não estaria idealizando a figura do professor, ignorando totalmente a estrutura caótica imposta às redes e sistemas de ensino pelo estado capitalista que acaba culpabilizando o próprio professor pelos fracassos da escola. O cenário não é otimista. Eu não poderia, de forma alguma, ignorá-lo. Ao contrário, precisamos reacender o sonho de ser professor com sentido, justamente para combater esse estado de coisas. Precisamos reafirmar o sonho justamente, como nos diz Paulo Freire, para fazer frente “à malvadez neoliberal, ao cinismo de sua ideologia fatalista e a sua recusa inflexível ao sonho e à utopia”. Sair do plano ideal para a prática, não é abandonar o sonho para agir, mas agir em função dele, agir em função de um projeto de vida e de escola, de cidade, de mundo possível, de planeta... Um projeto de esperança.

Nenhum comentário:

Links Importantes

Clique para ler a matéria
Dinheiro na escola
Municípios que cumprirem metas terão mais recursos










Clique para ler a matéria
PDE Escola
Cada escola pública terá seu próprio plano de ação


MarcadorO que é o PDE?
MarcadorTermo de adesão ao plano de metas Compromisso Todos pela Educação

MarcadorConsulte aqui indicadores demográficos e educacionais de todos o pa





Clique para ler a matéria
Biblioteca na escola
Obras literárias para alunos do ensino


Clique para ler a matéria
Provinha Brasil
Ler e escrever até os oito anos de ida


Clique para ler a matéria
Fundeb
Mais recurso para educação básica


Clique para ler a matéria
Livro sobre o PDE
Razão, princípios e programas


Clique para ler a matéria
Plano de metas
do PDE
- (IDEB)







Clique para ler a matéria
Brasil Alfabetizado
Nordeste será prioridade do programa





Clique para ler a matéria
Atenção ao Aluno
Merenda e transporte para
toda educação básica


Clique para ler a matéria
Transporte escolar
Alunos da área rural terão ônibus para ir à escola



Clique para ler a matéria
Piso do magistério
Acordo do governo e entidades: piso será de R$ 850,00






16/06/2008Farol da Biblioteca foi atração em barraca do VOS
13/06/2008Seduc animará festa junina da lagoa da Jansen
13/06/2008MEC instalará 100 escolas profissionalizantes no Maranhão
13/06/2008Técnicos da Amde encerram visita aos municípios
13/06/2008Plano de alfabetização será discutido em fóruns regionais
13/06/2008Governador inaugura escola em Parnarama
13/06/2008Seduc inicia fóruns de educação de jovens e adultos
13/06/2008Educação Ambiental é pauta da 4ª videoconferência da Educação 2008
10/06/2008Alunos da rede estadual participam do Guarnicê de Cinema
10/06/2008Nunes Freire se mobiliza no combate ao analfabetismo
10/06/2008Olimpíada de português: adesão de 98%
09/06/2008Escola Salim Braid apresenta projeto educação no trânsito
09/06/2008Governo assina 30 novos convênios e inaugura mais um posto do Saúde na Escola
09/06/2008Governador e diretores da Coca-Cola firmam parceria pela educação
06/06/2008Professores recebem formação em mídias na educação
04/06/2008Governo reúne supervisores escolares recém-nomeados
04/06/2008Sape trabalha para erradicar analfabetismo no Maranhão
04/06/2008Estudantes expõem projetos na Semana do Meio Ambiente
04/06/2008Seminário da Amde vai discutir parcerias na Educação
02/06/2008Governo do Estado entrega escola em Anapurus





Chat da Terra, Links, Sites e Blogs Importantes

Maranhão

http://chat03.terra.com.br

Selecione uma sala abaixo:
Salas
Entrar
Visitar
Pessoas
na Sala
Alcantara
0
Bacabal
0
Imperatriz
1
Santa Ines
0
Sao Jose de Ribamar
0
Sao Luiz
0

Livros - Paulo Freire

BAIXE AQUI É SÓ CLICAR NO NOME DO LIVRO

Homenagem a Paulo Freire

A importância do ato de ler

A pedagogia da esperança

Ação cultural para liberdade

Cartas a Guine Bissau

Conscientização

Educação e mudança

Extensão ou comunicação

Medo e ousadia

Pedagogia da indignação

Pedagogia do diálogo e conflito

Política e educação

Professora sim, tia não

Paulo Freire para educadores

Pedagogia da autonomia

Pedagogia do oprimido

Por uma pedagogia da pergunta














Bem - Vindos ao Blog da Supervisão Escolar da URE de Imperatriz - MA

http://supervisaoescolarurei.blogspot.com

Este é um blog sobre educação. Entre

e dê sua contribuição relatando suas

experiências, trabalhos e artigos.

Mande-nos suas sugestões.

Equipe de Supervisão Escolar de Imperatriz MA

Autores deste blog

01 supervisaoescolarureimperatriz@gmail.com

02 aricelma2008@gmail.com;

aricelma_ibiapina@hotmail.com;

03 edvoneri@hotmail.com;

04 afragas3@hotmail.com;

05 tilde_del@yahoo.com.br;

06 verbenavrs@globo.com;

07 vanusaalvesma1@yahoo.com.br;

08 ariane_sales@hotmail.com;

09 aglaidesoares@hotmail.com;

10 ritamgo@hotmail.com;

11 rakelmoaz@bol.com.br;

12 eloped@hotmail.com;

13 genilza28@hotmail.com;

14 mariceialinda@hotmail.com;

15 raim-sa@bol.com.br;

16 leilalopespereira@hotmail.com;

17 vadilson-imp@hotmail.com;

18 flordellyz_21@hotmail.com;

19 anatalicefernandes@hotmail.com;

20 antonimeiras@hotmail.com;

21 elinetepereira@hotmail.com;

Supervisora Raquel

Supervisora Raquel
II Encontro Pedagógico 2008

II Encontro Pedagógico 2008

II Encontro Pedagógico 2008
Supervisora Raquel

Oficina.....

Oficina.....

Oficina....

Oficina....

Oficina..

Oficina..

Auditório

Auditório
2008

Aricelma e Rai

Aricelma e Rai
Oficina 2008

CALENDÁRIO 2008

« 200720082009 »
JANEIRO
DSTQQSS


12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031
1 - Confrat. Universal

FEVEREIRO
DSTQQSS





12
3456789
10111213141516
17181920212223
242526272829
2 - N. Srª dos Navegantes
5 - Carnaval

MARÇO
DSTQQSS






1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031
21 - Paixão
23 - Páscoa

ABRIL
DSTQQSS


12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930
21 - Tiradentes

MAIO
DSTQQSS




123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
1 - Dia do Trabalho
22 - Corpus Christi

JUNHO
DSTQQSS
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930

JULHO
DSTQQSS


12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

AGOSTO
DSTQQSS





12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

SETEMBRO
DSTQQSS

123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930
7 - Procl. Independência
20 - Revolução Farroupilha

OUTUBRO
DSTQQSS



1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031
12 - N. Srª Aparecida

NOVEMBRO
DSTQQSS






1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30
2 - Finados
15 - Procl. da República

DEZEMBRO
DSTQQSS

123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031
25 - Natal

Oficina

Oficina
II Encontro Pedagógico 2008

Coordenadora do Departamento Pedagógico

Coordenadora do Departamento Pedagógico
Margarida

Supervisores Escolares

Supervisores Escolares
2008

Supervisores Escolares

Supervisores Escolares
URE- Imperatriz

Professores

Professores
2008

Supervisora Ivetilde

Supervisora Ivetilde
2008

PROFESSORES

PROFESSORES
I ENCONTRO PEDAGÓGICO 2008

I ENCONTRO PEDAGÓGICO 2008

I ENCONTRO PEDAGÓGICO 2008
CE NASCIMENTO DE MORAES

Maricéia e Vanusa

Maricéia e Vanusa
2008

Supervisora Raquel

Supervisora Raquel
I ENCONTRO PEDAGÓGICO 2008

I ENCONTRO PEDAGÓGICO

I ENCONTRO PEDAGÓGICO
2008

I ENCONTRO PEDAGÓGICO

I ENCONTRO PEDAGÓGICO
ABRIL DE 2008

Turma Vespertino ProInfo - Curso sobre LINUX - Professora Cida Marconcine

Supervisores Escolares no Curso sobre LINUX

Aricelma, Ariane,Rai,Verbena,Arlete,Ivetilde,Maricéia, Eloísa, Anatalice e Edvonéria

Ivetilde,Maricéia, Arlete,Eloísa, Anatalice , Ariane, Aricelma e Edvonéria

Aricelma, Ariane,Rai,Verbena,Arlete,Ivetilde,Maricéia, Eloísa, Anatalice e Edvonéria

Aricelma, Arlete, Edvonéria e Anatalice

Ivetilde, Anatalice, Arlete, Aricelma, Maricéia, Eloísa

Aricelma, Arlete, Edvonéria, Anatalice e Ivetilde

Eloísa,Ariane,Maricéia e Aricelma

BAIXE AQUI


Livros - Paulo Freire

Um nível acima
Homenagem a Paulo Freire
A importância do ato de ler
A pedagogia da esperança
Ação cultural para liberdade
Cartas a Guine Bissau
Conscientização
Educação e mudança
Extensão ou comunicação
Medo e ousadia
Pedagogia da indignação
Pedagogia do diálogo e conflito
Política e educação
Professora sim, tia não
Paulo Freire para educadores
Pedagogia da autonomia
Pedagogia do oprimido
Por uma pedagogia da pergunta

Eu tenho uma espécie de dever,

de dever de sonhar

de sonhar sempre,

pois sendo mais do que

um espectador de mim mesmo,

Eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.

E assim me construo a ouro e sedas,

em salas supostas, invento palco,

cenário para viver o meu sonho entre luzes brandas

e músicas invisíveis.

Fernando Pessoa


Sonho Impossível

Sonhar, mais um sonho

impossível

Lutar quando é fácil ceder

Vencer o inimigo invencível

Negar quando a regra é vender

Sofrer a tortura implacável

Romper a incabível prisão

Voar num limite improvável

Tocar o inacessível chão

É minha lei

É minha questão

Virar este mundo

Cravar este chão

Não importa saber

Se é terrível demais

Quantas guerras

terei de vencer

Por um pouco de paz

E amanhã

Se esse chão que eu beijei

For meu leito e perdão

Vou saber que valeu

Delirar e morrer de paixão

E assim,

Seja lá como for,

Vai ter fim

A infinita aflição

E o mundo

Vai ver uma flor

Brotar

do impossível chão

Tradução: Chico Buarque


A árvore que não dá frutos

É xingada de estéril.

Quem examina o solo?

O galho que quebra

É xingado de podre, mas

Não havia neve sobre ele?

Do rio que tudo arrasta

Se diz que é violento,

Ninguém diz violentas

As margens que o cerceiam.

Bertold Brecht


“Penso que a escola devia cuidar primariamente da fala dos alunos,

único meio de comunicação que a maioria deles terá pela vida toda,

uma adequada terapia da fala (e do pensamento nela expresso),

quem sabe, encaminharia uma natural terapia da escrita”.

Pedro Luft




Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.

Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.

Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.

Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.

E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.

"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."

Fernando Pessoa


Dispersão

Perdi-me dentro de mim

Porque eu era labirinto,

E hoje, quando me sinto,

É com saudades de mim.

Passei pela minha vida

Um astro doido a sonhar.

Na ânsia de ultrapassar,

Nem dei pela minha vida...

Para mim é sempre ontem,

Não tenho amanhã nem hoje:

O tempo que aos outros foge

Cai sobre mim feito ontem.

Sá Carneiro


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
 

Luís Vaz de Camões


 

Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
Pois consigo tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semideia,
Que, como o acidente em seu sujeito,
Assim co'a alma minha se conforma,
Está no pensamento como idéia;
[E] o vivo e puro amor de que sou feito,

Como matéria simples busca a forma.

Luís Vaz de Camões


 

Amo como ama o amor.

Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar.

Que queres que te diga, além de que te amo,

se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa